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Programas e Laudos de SST

Quanto custa o PCMSO para a empresa: o que define o preço

Não existe PCMSO de prateleira. O preço depende dos riscos do PGR, dos exames dos Anexos da NR-7 e da rotina do médico. Veja como ler uma proposta pelo escopo.

7 min de leitura
Revisão técnica: Cristiano Cecatto

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Quanto custa o PCMSO para a empresa: o que define o preço | SSO Medicina do Trabalho
Quanto custa o PCMSO para a empresa: o que define o preço | SSO Medicina do Trabalho
PCMSO
custo
NR-7
PGR
exames ocupacionais
✦ Resposta Direta
O custo do PCMSO não tem tabela, e quem promete preço fechado sem olhar o PGR está chutando. O programa é elaborado, pelo item 7.5.1 da NR-7, a partir dos riscos identificados e classificados no PGR, e são esses riscos que definem quais exames complementares entram, para quais funções e com que periodicidade. Cinco variáveis explicam quase toda a diferença entre uma proposta e outra: número de empregados, grau de risco da atividade, exames complementares exigidos pelos Anexos da NR-7, periodicidade do item 7.5.8 e o médico do trabalho responsável que o item 7.4.1 obriga a indicar. O que dá para fazer é entender cada uma e comparar propostas com o mesmo escopo.

Por que não existe um preço de PCMSO

A pergunta "quanto custa o PCMSO" chega ao RH todo mês, e a resposta honesta incomoda: depende do PGR. A NR-7 não descreve um documento padrão que se compra por unidade. Ela descreve um programa construído sobre o inventário de riscos da empresa, item 7.5.1, e é o inventário que diz se a equipe precisa de audiometria, de espirometria, de exame de laboratório para agente químico, ou de nenhum exame complementar.

Por isso duas empresas com o mesmo número de funcionários pagam valores muito diferentes. Uma confecção com ruído acima do nível de ação tem audiometria no Anexo II da NR-7. Um escritório sem exposição a agente nenhum tem exame clínico e pouco mais. O custo segue o risco, não o CNPJ.

💡 Dica SSO: Antes de pedir proposta, tenha o PGR em mãos, ou pelo menos o inventário de riscos. Proposta feita sem ele é proposta genérica, e programa genérico é o que a fiscalização derruba primeiro, porque o item 7.5.4 "a" exige que o PCMSO descreva os agravos ligados aos riscos identificados no PGR.

As cinco variáveis que movem o valor

Variável Como pesa no custo Onde a norma trata
Número de empregadosDefine a quantidade de exames clínicos e de ASOs por ciclo. É a variável mais óbvia e a menos decisiva sozinhaNR-7 7.5.6 e 7.5.19
Grau de risco da atividadeGrau 1 e 2 sem exposição pode até dispensar o programa; grau 3 e 4 traz mais funções com controle médicoNR-1 1.8.6 e 1.8.7; NR-4 Anexo I
Exames complementares exigidosÉ onde a conta muda de patamar. Cada agente do PGR puxa os exames do Anexo correspondente da NR-7NR-7 7.5.4 "b" e Anexos I a V
PeriodicidadeExposto a risco do PGR faz exame clínico todo ano; não exposto, a cada dois anos. Complementares dos Quadros 1 e 2 têm ciclo próprioNR-7 7.5.8 e 7.5.13
Médico do trabalho responsávelElabora o programa, responde pelo prontuário e assina o relatório analítico anual. É honorário fixo, não por exameNR-7 7.4.1 "c", 7.6.1 e 7.6.2

Há uma sexta variável que não está na norma e pesa na proposta: a logística. Coleta de sangue na empresa, exame in company e agendamento de convocação em lote mudam o preço por pessoa, e é legítimo que mudem. O artigo sobre agendamento em lote mostra como organizar isso.

O que entra no escopo, para comparar proposta com proposta

A maior fonte de confusão na hora de comparar preço é escopo diferente com nome igual. Antes de olhar o valor, confira se cada proposta cobre a lista abaixo, que é o que a NR-7 exige de um programa completo:

  • ✓Elaboração do programa a partir do PGR, com a descrição dos agravos possíveis, item 7.5.4 "a".
  • ✓Planejamento dos exames clínicos e complementares por função, conforme os Anexos, item 7.5.4 "b".
  • ✓Critérios de interpretação e condutas para os achados, item 7.5.4 "c".
  • ✓Médico do trabalho responsável nomeado, item 7.4.1 "c", que também é quem informa o PGR quando o exame indica exposição excessiva, item 7.5.19.4.
  • ✓Exames clínicos com ASO a cada um, item 7.5.19, e complementares em laboratório que atenda ao item 7.5.12.
  • ✓Prontuário individual sob responsabilidade do médico, item 7.6.1, com guarda de 20 anos, item 7.6.1.1.
  • ✓Relatório analítico anual com os seis conteúdos do item 7.6.2, apresentado e discutido com SST e CIPA, item 7.6.5.
⚠️ Atenção: Proposta que separa "PCMSO" de "exames" como se fossem produtos independentes precisa dizer quem é o médico responsável pelos dois. O item 7.5.4 "d" exige que o programa seja conhecido e atendido por todos os médicos que realizarem os exames. Programa de um fornecedor e exame de outro sem essa costura é o cenário clássico de ASO sem lastro.

Onde a pequena empresa economiza de verdade

A economia legítima não está em cortar exame, está em não pagar pelo que a norma não pede. Três pontos valem conferir:

  • ✓Se a empresa é ME ou EPP de grau 1 ou 2, sem exposição e com as informações digitais declaradas, o item 1.8.6 da NR-1 dispensa o programa. Sobram admissional, demissional e periódico a cada dois anos, item 7.7.1. O artigo sobre PCMSO para pequenas empresas detalha.
  • ✓Complementar só entra quando o risco do PGR o exige. Exame de rotina "por garantia" fora dos Anexos é decisão do médico responsável, item 7.5.18, não pacote obrigatório.
  • ✓Na faixa do item 7.6.6, até 25 empregados em grau 1 e 2 ou até 10 em grau 3 e 4, o relatório analítico é simplificado, o que reduz o trabalho do médico e deve reduzir o honorário.

O outro lado da conta é o custo de não ter o programa. A ausência do PCMSO é infração de gravidade 4 no Anexo II da NR-28, e o artigo sobre a multa por falta de PCMSO mostra o que vem junto com a autuação.

Conteúdo produzido pela equipe editorial da SSO e revisado tecnicamente por Cristiano Cecatto, quanto à conformidade com as Normas Regulamentadoras vigentes. Informações médicas são revisadas pela equipe médica da SSO. Este material é informativo e não substitui avaliação profissional individualizada.

Perguntas Frequentes

O que entra no escopo, para comparar proposta com proposta

A maior fonte de confusão na hora de comparar preço é escopo diferente com nome igual. Antes de olhar o valor, confira se cada proposta cobre a lista abaixo, que é o que a NR-7 exige de um programa completo:

Quanto custa um PCMSO?

Não existe valor de tabela. O programa nasce dos riscos do PGR, pelo item 7.5.1 da NR-7, e o custo segue cinco variáveis: número de empregados, grau de risco, exames complementares exigidos pelos Anexos da NR-7, periodicidade do item 7.5.8 e o honorário do médico do trabalho responsável. Duas empres...

O que mais encarece o PCMSO?

Os exames complementares. Cada agente identificado no PGR puxa os exames do Anexo correspondente da NR-7, pelo item 7.5.4 "b", e alguns têm ciclo semestral pelo item 7.5.13. Escritório sem exposição tem custo baixo; indústria com ruído, agente químico e trabalho em altura tem custo alto.

O médico do trabalho é cobrado à parte?

Normalmente sim, como honorário fixo, porque o item 7.4.1 "c" obriga a empresa a indicar um médico responsável que elabora o programa, responde pelo prontuário do item 7.6.1 e assina o relatório analítico do item 7.6.2. Esse trabalho não depende do número de exames.

Pequena empresa paga menos?

Paga menos quando a norma pede menos. ME e EPP de grau 1 e 2, sem exposição e com informações digitais declaradas, são dispensadas do programa pelo item 1.8.6 da NR-1 e devem só admissional, demissional e periódico a cada dois anos. Quem tem o programa e está na faixa do item 7.6.6 tem relatório ana...

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Revisor Técnico

Cristiano Cecatto — Engenheiro de Segurança do Trabalho, CREA 5062466804

Cristiano Cecatto

Engenheiro de Segurança do Trabalho

🏛️ CREA 5062466804🎓 Mestre em Eng. Produção🔩 Eng. Mecânico🏅 CMSE® Certified📋 ABHO nº 1280

Perito judicial e especialista em segurança do trabalho com mais de 20 anos de experiência. Engenheiro Mecânico, Mestre em Engenharia de Produção e Certified Machinery Safety Expert (CMSE®). Responsável técnico da SSO Medicina do Trabalho.

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