Atenção para a NR01 PsicosocialVeja nossas soluções em www.sso.com.br/nr1CLIQUE AQUI

Novidade: marque a SSO como sua fonte preferida no Google e receba nossos conteúdos com prioridade. Definir agora

Voltar ao Blog
Acidentes, Multas e Fiscalização

Como reduzir o passivo trabalhista de SST na prática

Três lacunas documentais geram quase todo o passivo de SST, e cada uma tem item de norma que a previne. O artigo mostra o que manter, por quanto tempo e como provar.

6 min de leitura
Revisão técnica: Cristiano Cecatto

Compartilhe:

Como reduzir o passivo trabalhista de SST na prática | SSO Medicina do Trabalho
Como reduzir o passivo trabalhista de SST na prática | SSO Medicina do Trabalho
passivo trabalhista
NR-7
NR-1
prontuário
documentos SST
✦ Resposta Direta
Passivo trabalhista de SST nasce de três lacunas documentais, e as três têm item de norma que as previne. A primeira é o ASO sem a descrição dos riscos, que deixa a empresa sem prova da exposição que ela mesma controlava, item 7.5.19.1 "c" da NR-7. A segunda é o prontuário que não existe, não foi transferido ou não foi guardado pelos 20 anos do item 7.6.1.1. A terceira é o PGR sem histórico, quando o item 1.5.7.3.3.1 da NR-1 manda guardar cada versão do inventário por 20 anos. Empresa que fecha essas três lacunas chega à reclamatória com prova; a que não fecha chega com a versão do reclamante.

De onde vem o passivo, na ordem em que ele aparece

Processo trabalhista por doença ocupacional costuma começar anos depois do fato. A empresa é chamada a provar o que fez em 2021 com os documentos que tem em 2026. Se o que ela tem é o PGR atual e o ASO do último periódico, a prova da época não existe, e o juiz decide com o que existe.

Momento Lacuna típica Item que a previne
AdmissãoASO sem os riscos da função descritos, ou exame feito depois de o empregado começarNR-7 7.5.8 I e 7.5.19.1 "c"
RotinaPeriódico vencido, complementar do Anexo não feito, ASO não entregueNR-7 7.5.8, 7.5.13 e 7.5.19
Mudança de funçãoTroca de setor sem exame de mudança de riscoNR-7 7.5.10
AfastamentoRetorno sem exame após 30 dias, ou sem avaliar retorno gradativoNR-7 7.5.9 e 7.5.9.1
AdoecimentoDoença relacionada ao trabalho constatada e CAT não emitidaNR-7 7.5.19.5
DesligamentoDemissional fora do prazo e prontuário descartadoNR-7 7.5.11 e 7.6.1.1
Anos depoisPGR da época não existe mais, e o inventário atual não descreve a exposição de entãoNR-1 1.5.7.3.3.1
💡 Dica SSO: A pergunta que resolve metade do passivo é uma só: se um ex-empregado de cinco anos atrás processar a empresa hoje, ela consegue mostrar a que ele estava exposto, o que examinou e o que fez? Se a resposta depende de alguém lembrar, o passivo já existe.

As três provas que a empresa precisa ter, e como mantê-las

1. A exposição: inventário de riscos com histórico

O inventário do item 1.5.7.3.2 da NR-1 descreve os perigos com fontes, os grupos expostos e a avaliação do risco. O item 1.5.7.3.3 manda mantê-lo atualizado, e o 1.5.7.3.3.1 manda guardar o histórico das atualizações por 20 anos. Cada versão é a fotografia da exposição naquela data. Empresa que sobrescreve o inventário perde a fotografia.

2. O controle médico: prontuário e ASO

O prontuário do item 7.6.1 da NR-7 guarda os dados de todos os exames, sob responsabilidade do médico do PCMSO, por 20 anos após o desligamento, item 7.6.1.1. Quando o médico muda, o item 7.6.1.2 exige a transferência formal. E o ASO, pelo item 7.5.19.1, registra a cada exame a exposição, alínea "c", e a aptidão, alínea "e". Juntos, provam que a empresa acompanhou a saúde de quem estava exposto.

3. A ação: plano de ação com registro de execução

Saber do risco e não agir é o que mais pesa. O plano de ação do item 1.5.5.2.1 da NR-1 lista as medidas, e o item 1.5.5.3.1 manda registrar a implementação. O registro é a prova de que a medida saiu do papel. Medida escrita e não executada é confissão.

⚠️ Atenção: O relatório analítico anual do item 7.6.2 da NR-7 é a prova mais barata e mais esquecida. Ele mostra, ano a ano, quantos exames foram feitos, quais complementares, quais resultados anormais por setor e quais CAT. Uma sequência de relatórios consistentes é a demonstração de que o controle médico existiu de verdade, e não só quando o processo chegou.

O que muda nos terceiros

Contratante responde pelo que acontece nas suas dependências. O item 1.5.8.1 da NR-1 manda o PGR da contratante incluir as medidas de prevenção para as contratadas ou usar os programas delas, e o item 4.5.2 da NR-4 manda contar os trabalhadores das contratadas no dimensionamento do SESMT da contratante quando o trabalho é não eventual nas dependências. Empresa que não tem esses documentos dos prestadores responde por eles sem ter como provar o que fez.

  • ✓Exigir do prestador o inventário de riscos e o plano de ação da atividade contratada, item 1.5.8.1.1.
  • ✓Trocar informação sobre os riscos que um causa ao outro, itens 1.5.8.2 e 1.5.8.3.
  • ✓Exigir ASO dos trabalhadores do prestador que entram na operação, com os riscos da atividade descritos.
  • ✓Registrar o que foi exigido e recebido. A prova de diligência é o que separa a responsabilidade solidária da culpa direta.

O guia de preparação para fiscalização organiza a mesma documentação pelo olhar do auditor, e o artigo sobre perícia médica trabalhista mostra como ela é lida no processo.

Conteúdo produzido pela equipe editorial da SSO e revisado tecnicamente por Cristiano Cecatto, quanto à conformidade com as Normas Regulamentadoras vigentes. Informações médicas são revisadas pela equipe médica da SSO. Este material é informativo e não substitui avaliação profissional individualizada.

Perguntas Frequentes

O que muda nos terceiros

Contratante responde pelo que acontece nas suas dependências. O item 1.5.8.1 da NR-1 manda o PGR da contratante incluir as medidas de prevenção para as contratadas ou usar os programas delas, e o item 4.5.2 da NR-4 manda contar os trabalhadores das contratadas no dimensionamento do SESMT da contrata...

O que gera passivo trabalhista em SST?

A falta de prova do que a empresa fez: ASO sem a descrição dos riscos, prontuário inexistente ou não guardado, exame vencido ou não feito, mudança de função sem exame de mudança de risco, CAT não emitida e PGR sem o histórico das versões. Cada lacuna tem item de norma que a previne.

Por quanto tempo guardar os documentos de SST?

O prontuário médico, por no mínimo 20 anos após o desligamento, item 7.6.1.1 da NR-7. O histórico das atualizações do inventário de riscos, por 20 anos, item 1.5.7.3.3.1 da NR-1. Alguns Anexos da NR-7 estendem o prazo do prontuário.

Trocar de clínica de medicina do trabalho gera risco?

Gera se o prontuário não for transferido. O item 7.6.1.2 da NR-7 exige que, na substituição do médico responsável pelo PCMSO, os prontuários sejam formalmente transferidos ao sucessor. Sem isso a empresa perde o histórico de exames de todos os empregados.

O ASO protege a empresa?

Protege quando está completo. O item 7.5.19.1 exige a descrição dos perigos do PGR que exigem controle médico, ou a sua inexistência, alínea "c", e a definição de apto ou inapto, alínea "e". ASO com o campo de riscos vazio prova pouco.

Precisa de assessoria em saúde ocupacional?

A SSO Medicina do Trabalho oferece soluções completas em medicina ocupacional, segurança do trabalho e ergonomia. Fale agora com nossa equipe.

Atendimento presencial · Metrô República, São Paulo/SP

Acompanhe a SSO como sua fonte preferida no Google

Definir como fonte preferida no Google

Ao clicar, marque a caixinha ao lado de sso.com.br para concluir.

Revisor Técnico

Cristiano Cecatto — Engenheiro de Segurança do Trabalho, CREA 5062466804

Cristiano Cecatto

Engenheiro de Segurança do Trabalho

🏛️ CREA 5062466804🎓 Mestre em Eng. Produção🔩 Eng. Mecânico🏅 CMSE® Certified📋 ABHO nº 1280

Perito judicial e especialista em segurança do trabalho com mais de 20 anos de experiência. Engenheiro Mecânico, Mestre em Engenharia de Produção e Certified Machinery Safety Expert (CMSE®). Responsável técnico da SSO Medicina do Trabalho.

Continue Aprendendo

Explore mais artigos sobre medicina do trabalho e segurança ocupacional

Fale conosco!

Privacidade e Cookies

Utilizamos cookies essenciais para o funcionamento do site e, com seu consentimento, cookies de análise e marketing para melhorar sua experiência. Você pode aceitar, recusar ou personalizar suas preferências. Política de Privacidade