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Gestão de SST e SESMT

Exames ocupacionais in company ou na clínica: como decidir

A norma não escolhe o lugar do exame, escolhe as condições. Quatro variáveis decidem: volume do lote, tempo parado, complementares de equipamento fixo e prazo do ASO. O modelo misto quase sempre vence.

6 min de leitura
Revisão técnica: Cristiano Cecatto

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Exames ocupacionais in company ou na clínica: como decidir | SSO Medicina do Trabalho
Exames ocupacionais in company ou na clínica: como decidir | SSO Medicina do Trabalho
in company
exames ocupacionais
unidade móvel
NR-7
CFM
✦ Resposta Direta
A norma não escolhe o lugar do exame; escolhe as condições dele. O exame clínico precisa ser presencial, art. 6º, I, da Resolução CFM nº 2.323/2022, feito por médico do trabalho ou serviço registrado, item 7.7.1.1 da NR-7, com o médico conhecendo os riscos da função, art. 6º, III. Isso vale numa sala da empresa ou na clínica. O que decide entre in company e clínica são quatro variáveis: volume do lote, distância e tempo parado, exames complementares que exigem equipamento fixo, e prazo do ASO. Lote grande com exame clínico e coleta simples vai para a empresa; lote pequeno, imagem e cabine de audiometria vão para a clínica. O modelo misto, clínico in company e complementar na clínica em data marcada, costuma ser o mais barato.

O que é igual nos dois lugares

Antes de comparar, o que não muda. O exame clínico ocupacional exige presença física do trabalhador com o médico, art. 6º, I, da Resolução CFM nº 2.323/2022, sem telemedicina. O médico que examina precisa conhecer as condições e os riscos do trabalho, § 1º do art. 5º e inciso III do art. 6º. O ASO tem os sete conteúdos do item 7.5.19.1 da NR-7 e é entregue com comprovante, item 7.5.19. Os exames complementares laboratoriais seguem laboratório que atenda ao item 7.5.12, e tudo vai para o prontuário sob o médico responsável, item 7.6.1.

Ou seja: in company não é exame simplificado. É a mesma consulta, com o mesmo médico, em outro endereço. Se o fornecedor oferece "in company" sem médico presente ou com triagem por vídeo, não é exame ocupacional.

As quatro variáveis, uma por uma

Variável Pende para in company Pende para a clínica
Volume do loteDezenas de trabalhadores no mesmo dia, mesma funçãoPoucos exames, funções diferentes, datas dispersas
Distância e tempo paradoOperação que não pode parar, turno fechado, deslocamento de mais de uma horaEmpresa perto da clínica, equipe administrativa, deslocamento curto
Exames complementaresClínico, coleta de sangue, acuidade visual, eletrocardiograma com laudo remotoAudiometria em cabine, raio-X, espirometria com equipamento calibrado
Prazo do ASOAdmissional em massa com data marcada, ASO no atoAdmissional ou demissional isolado, atendido por ordem de chegada
Estrutura exigidaSala reservada, maca, pia ou álcool, energia, privacidadeNenhuma da parte da empresa
💡 Dica SSO: A audiometria do Anexo II da NR-7 exige repouso auditivo e cabine com nível de ruído controlado. É o exame que mais decide a favor da clínica. Já o eletrocardiograma pode ser feito in company com laudo remoto por cardiologista com RQE, pelo telediagnóstico da Resolução CFM nº 2.314/2022, que não é o exame clínico e por isso não esbarra na vedação.

O modelo misto, que quase sempre vence

Empresas com lote grande e agente dos Anexos costumam gastar mais escolhendo um lado só. O arranjo que fecha a conta é dividir pela natureza do exame:

  • ✓Exame clínico e coletas na empresa, em dia marcado, com o médico responsável presente, que é o que o art. 5º da Resolução CFM nº 2.323/2022 pede de qualquer forma.
  • ✓Complementares de equipamento fixo na clínica, em agenda exclusiva, dentro da tolerância de 45 dias do item 7.5.13 da NR-7.
  • ✓Admissionais e demissionais avulsos, que não esperam o lote, na clínica por ordem de chegada, respeitando os 10 dias do item 7.5.11 para o demissional.
  • ✓Um único prontuário para tudo, sob o médico do PCMSO, item 7.6.1, para que o lote não fragmente a história de saúde de ninguém.

A execução do lote, com as janelas da norma e a convocação, está no artigo sobre agendamento de exames em lote. Este artigo é sobre a decisão anterior: onde.

⚠️ Atenção: In company só vale a pena com estrutura mínima: sala com privacidade para o exame físico, maca, ponto de água ou álcool e energia. Sem isso, o médico examina em condições que ele próprio pode recusar, e o exame não acontece no dia marcado.

Como decidir em cinco perguntas

  • ✓Quantos exames no mesmo dia? Abaixo de dez, clínica. Acima de trinta, in company. Entre os dois, misto.
  • ✓Quais complementares a função exige pelo PCMSO? Se há audiometria ou raio-X, a clínica entra de qualquer jeito.
  • ✓Quanto tempo a operação para se a equipe se desloca? Se para o turno, a conta do deslocamento paga o in company.
  • ✓Há sala com privacidade na empresa? Sem sala, não há in company.
  • ✓O médico responsável pelo PCMSO vai estar presente? É ele quem conhece os riscos e coordena o programa; presença na empresa é exigência do art. 5º da Resolução CFM nº 2.323/2022.

A unidade móvel da SSO leva o exame clínico e as coletas até a empresa, e a clínica no Centro de São Paulo recebe os complementares e os avulsos. O artigo sobre clínica própria ou terceirizada trata da decisão de estrutura por trás desta.

Conteúdo produzido pela equipe editorial da SSO e revisado tecnicamente por Cristiano Cecatto, quanto à conformidade com as Normas Regulamentadoras vigentes. Informações médicas são revisadas pela equipe médica da SSO. Este material é informativo e não substitui avaliação profissional individualizada.

Perguntas Frequentes

O que é igual nos dois lugares

Antes de comparar, o que não muda. O exame clínico ocupacional exige presença física do trabalhador com o médico, art. 6º, I, da Resolução CFM nº 2.323/2022, sem telemedicina. O médico que examina precisa conhecer as condições e os riscos do trabalho, § 1º do art. 5º e inciso III do art. 6º. O ASO t...

Como decidir em cinco perguntas

✓Quantos exames no mesmo dia? Abaixo de dez, clínica. Acima de trinta, in company. Entre os dois, misto. ✓Quais complementares a função exige pelo PCMSO? Se há audiometria ou raio-X, a clínica entra de qualquer jeito. ✓Quanto tempo a operação para se a equipe se desloca? Se para o turno, a co...

Exame ocupacional in company é permitido?

É. A norma exige que o exame clínico seja presencial e feito por médico do trabalho ou serviço registrado que conheça os riscos da função, art. 6º da Resolução CFM nº 2.323/2022 e item 7.7.1.1 da NR-7. Nada disso depende do endereço. O que não pode é exame por vídeo, em qualquer lugar.

Quais exames não dá para fazer na empresa?

Os que dependem de equipamento fixo ou ambiente controlado: audiometria em cabine, raio-X, espirometria calibrada. Clínico, coletas, acuidade visual e eletrocardiograma com laudo remoto cabem in company.

A partir de quantos funcionários o in company compensa?

Não há número na norma. Pela logística, abaixo de dez exames no mesmo dia a clínica costuma ser mais barata; acima de trinta, o in company; entre os dois, o modelo misto. O que muda a conta é o tempo de operação parada e os complementares exigidos.

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Revisor Técnico

Cristiano Cecatto — Engenheiro de Segurança do Trabalho, CREA 5062466804

Cristiano Cecatto

Engenheiro de Segurança do Trabalho

🏛️ CREA 5062466804🎓 Mestre em Eng. Produção🔩 Eng. Mecânico🏅 CMSE® Certified📋 ABHO nº 1280

Perito judicial e especialista em segurança do trabalho com mais de 20 anos de experiência. Engenheiro Mecânico, Mestre em Engenharia de Produção e Certified Machinery Safety Expert (CMSE®). Responsável técnico da SSO Medicina do Trabalho.

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